
Passaram-se longos dias sem a atualização deste blog. Peço desculpas, acontece que viajei e não pude conectar-me onde estava. Então vocês podem compreender o porquê do meu debate hoje, o assunto já está batido, mas eu preciso falar enquanto há tempo...
Lei seca no trânsito.

Bravo! Absolutamente, bravo! Num país em que 75% das centenas de acidentes de trãnsito são causados por álcool ao dirigir, eu me pergunto porque só agora é que o legislativo resolve aplicar leis mais severas. Ora, o Brasil sempre precisou de algo mais radical, somos um povo acostumado ao jeitinho brasileiro e acabamos não entendendo que uma singela latinha de cerveja pode acabar em tragédia. Não estou aqui falando de um cidadão que bebe sua cervejinha, se acidenta e perde a vida. Estou falando deste mesmo cidadão que acidenta e destrói a vida de outra pessoa, alheia às meretrizes do vício no álcool, causando danos incalculáveis e chagas eternas á família da vítima. Como pode a lei acobertar o irresponsável, o imaturo, que em nome da diversão e do uso de uma, por que não falar verdadeira DROGA que é a bebida, interromper a vida de um inocente? E era isso o que acontecia antes da lei seca. A impunidade era preponderante, a punição era ficcionista. Um crime sem castigo.
O que mais me intriga é a indústria de álcool e consumo. Numa tentativa de jogar argumentos, em critério sórdido e de defesa ao capitalismo, dizem que a lei afeta a todos, inclusive os responsáveis.
Mas como? Nada impede o cidadão de beber sua cervejinha depois do expediente, meu caro leitor. O que está proibido é dirigir alcolizado, e não se alcolizar. Indignar-se contra a lei seca é assumir perante todos que se dirige alcolizado, concorda?
De fato, sou infinitamente a favor da fiscalização rigorosa e da rigidez no trânsito e nas demais leis nacionais.
Lei é para ser cumprida e vida para ser respeitada.
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